GRUPO ETIQUETA E VOLACC NO OUTUBRO ROSA – Não deixe de se cuidar nunca!

Em homenagem ao Outubro Rosa, entrevistamos duas mulheres assistidas pela Volacc, Voluntárias de Apoio no Combate ao Câncer, com histórias incríveis e inspiradoras de superação e força.

 

Hoje, vamos conhecer a história da Claudia.

Claudia Condini, 47 anos, tem 4 filhos. Atualmente, mora com a caçula de 12 anos. Profissão: Motogirl. Sempre muito acelerada, como ela mesmo diz, ocupada em fazer “10 coisas ao mesmo tempo”, viu o mundo parar depois de receber o diagnóstico de câncer de mama.

 

Foi no dia 11 de março de 2019, depois de fazer um ultrassom. Ela havia feito autoexame, tinha passado pela consulta com a ginecologista e nada havia sido constatado. Nem mesmo a mamografia mostrou o nódulo, somente o ultrassom.

“Foi difícil. Durante uma semana eu tive o meu momento de luto. Eu não comia mais, não tomava água, só ficava na cama. Não me lembro de ficar chorando, mas fiquei muito triste, achando que ia morrer, porque quando você recebe diagnóstico de câncer você acha que vai morrer. Nada do que as pessoas falavam me ajudava”, lembra Claudia.

Depois de uma semana de tristeza, ela decidiu procurar ajuda. Fez a biópsia e um mês depois fez a cirurgia para a retirada do tumor. “Todo ano eu faço o exame de rotina, porque já tive casos de câncer de mama na família. E seu eu não fizesse? Eu não tive sintomas, mesmo apalpandoa mama não senti o nódulo, a ginecologista não sentiu e nem o mastologista. É claro que muitas mulheres sentem o nódulo no autoexame. Então, olha a importância da prevenção! Se você não faz os exames vai descobrir quando a doença já tomou conta”, afirma.

 

Claudia garante que a Volacc tem sido muito importante nesse período de tratamento. “Eu conheci a Volacc há 20 anos, quando a instituição ajudou a minha avó, que também teve o diagnóstico de câncer de mama. As pessoas aqui são maravilhosas! Você conhece outras pessoas que estão passando pelo mesmo problema, então ajuda muito. Agradeço a todas da Volacc, agradeço a Deus e oro por elas todos os dias para que Deus as mantenha ali para poder ajudar a gente que precisa”, agradece.

 

Nesse processo de luta, Claudia conta que descobriu o poder da moda. “Antes não tinha preocupação com maquiagem, com roupa. Hoje já faço uma maquiagem, olho para roupa de um jeito diferente. O câncer não veio para tirar isso de mim, veio até para ajudar, para me cuidar melhor, ficar mais bonita. Toda mulher deveria fazer isso. Não é porque está passando por um tratamento desse que tem que deixar de se cuidar, porque isso vai ajudar até na autoestima. O tratamento é meio doloroso, mas tem essa parte que é gratificante. Olhar no espelho e ver que está bem”.

 

Claudia aprendeu também a valorizar muitas coisas que antes não tinham importância e deixa uma mensagem a todas as mulheres:

 

“Não deixe de fazer o autoexame e anualmente os exames de prevenção, que são a mamografia e o ultrassom. Tudo o que é descoberto no começo, as chances de cura são bem maiores. E para aquelas que já estão passando por esse processo: força, confiança, porque tem a possibilidade de cura. Procure ajuda médica, psicológica, procure a Volacc, e se você não estiver em Indaiatuba procure alguma ONG na sua cidade. Não desista! Tudo passa. Quando a tristeza bater, pense que isso não te pertence. Não deixe de se cuidar nunca!”, conclui.

 

Assista a entrevista completa:

Texto por:

Fabiana Biondi

Jornalista e Redatora

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